Ficantes, rolos e peguetes na minha visão ouriçada! As perguntas…

Publicado: abril 18, 2010 em adolescencia, comportamento, conflitos, polêmica, Uncategorized
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Peguei-me refletindo sobre esses temas incentivadores de conflitos entre gerações. E claro, como agora tenho nosso cantinho aqui, vim dividir as dúvidas, reflexões que ouriçaram meu ser!

Certo ou errado? Perguntei-me depois de ver algumas colegas  criticando  intensamente os jovens e seu hábito de “ficar”.

Imediatamente me vi com a alma toda ouriçada, diante de perguntas, reflexões, mas sem nenhuma resposta naquele momento.

Por que criticamos esse comportamento? Qual o mal que ele acarreta? Pra quem ele acarreta conseqüências negativas? E quais as conseqüências positivas? Quem arca com tais conseqüências? Por que adultos maduros, contra esse comportamento, não conseguem convencer os jovens de que ele não é benéfico? E por que os jovens não convencem os adultos maduros? A que nos leva esse conflito? Qual das gerais seria capaz de colocar-se no lugar da outra para tentar entender, mesmo que não aceitando, o ponto de vista do outro, do diferente? Teria o preconceito algo a ver com tudo isso? Chega ao ponto da discriminação? Respeitar o espaço do outro entraria em questão? Proteger a imagem do outro é o ponto? Ou tolher o direito do outro, de viver experiências que não vivi, seria o foco? Seria possível um equilíbrio, um entendimento, um ponto de convergência em tantas idéias que parecem tão divergentes? Isso abala nossa segurança pessoal, nossa confiança em nós mesmos? De que forma? E quem são os abalados na história? Jovens ficantes, adultos reclamantes ou ambos? E na estrutura familiar, isso tem influência?  E nossa sexualidade? Como fica? Como tem sido vivida? Em quais alicerces a construímos? Será que todos precisam de alicerces iguais aos que eu tenho usado? Conseguiria eu ter uma visão disso tudo em relação a coletividade? E em relação a individualidade? Que tipo de modelo sou eu nesse caso? O que posso falar a respeito do assunto, com propriedade? Que argumentos realmente sólidos eu teria pra expor sobre o assunto?

Enfim… hoje seguirei eu aqui, com todas essas perguntas ouriçando meu dia, minha vida, meu ser! Quem sabe depois de espinhar-me muito nesses meus próprios espinhos, eu fortaleça minha visão sobre o assunto e possa dar uma posição mais sólida a respeito dele.

E você, leitor ouriçado, já tem uma posição sólida sobre o tema? Sente-se, na sua maturidade, preparado para orientar um adolescente ou um jovem que por acaso lhe pergunte o que pensa sobre peguetes e afins? Ou na sua adolescência ou juventude, tem uma posição segura para demonstrar quando questionado sobre esse tipo de comportamento? Já se percebe capaz de analisar o seu comportamento em relação ao todo? Já definiu seus alicerces sobre a questão? Fica aqui o convite para refletir, e quem sabe juntos, confrontando hipóteses, solidificarmos alicerces, mantendo a obra flexível e com espaço para adaptar a construção às mudanças que a arquitetura sofre de tempos em tempos…

Carla Françoase

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